quinta-feira, 6 de junho de 2013

Vírus no Facebook pode roubar contas bancárias

A praga que rouba informações bancárias pode se espalhar através de links contaminados distribuídos pela rede social.


Em 2007, um vírus chamado Zeus atacou milhares de computadores em todo o mundo. A praga virtual foi desenvolvida com um objetivo simples, mas perigoso: roubar senhas e dados de contas bancárias das vítimas.
Desde a sua criação, muitas variações surgiram. Cada versão tinha como objetivo escapar da detecção dos antivírus, mas o objetivo do Cavalo de Troia continuou basicamente o mesmo: roubar dados de contas bancárias.
Apesar de o vírus ser antigo, ele ainda se propaga pela rede. Assim que o Zeus infecta uma máquina, ele se mantém dormente até que a vítima acesse um site de banco. Isso desperta a praga, que rouba senhas e dados de acesso.
Zeus (também conhecido como ZBOT) é tão poderoso que pode, até mesmo, substituir a página da instituição financeira com o objetivo de ludibriar as pessoas a entregarem os seus dados.

Zeus atacando pelo Facebook

Parece que, mesmo depois de tanto tempo, o vírus Zeus ainda não parou de incomodar. A nova versão da praga virtual agora ataca a partir do Facebook. De acordo com um relatório divulgado pela Trend Micro, os ataques do Zeus se intensificaram e atingiram o seu pico em maio deste ano.
Eric Feinberg, fundador do grupo Fans Against Kounterfeit Enterprise (FAKE), percebeu um aumento no número de links maliciosos em páginas populares do Facebook, como uma fanpage da N.F.L. (Liga Nacional de Futebol dos Estados Unidos), que direciona os usuários a uma rede de computadores pirata controlada por criminosos russos, que acaba disseminando o vírus.
Feinberg diz que essa é apenas uma de muitas páginas do Facebook com o mesmo objetivo, e diz que já entrou em contato com a rede social para tentar encontrar uma solução para o problema. Ele também afirma que é preciso ter muito cuidado na rede, pois é muito fácil criar um perfil falso.
Já vimos algo parecido recentemente, quando uma página falsa alegava sortear iPhones na rede social.

Como se proteger

Para escapar desse tipo de problema, é preciso, antes de tudo, uma boa dose de bom senso. Evite acessar páginas suspeitas no Facebook e, principalmente, não saia clicando em todos os links que aparecem na sua linha do tempo.
O Facebook disponibiliza uma página que traz diversas informações de segurança e dicas de como se proteger contra fraudes. Além disso, se você acredita que o seu perfil ou os seus dados possam ter sido comprometidos, é possível proteger a sua conta.

Além disso, como existem milhares de perfis ativos na rede, a empresa pede que os usuários reportem qualquer conta ou página suspeita. Essa tarefa ficou um pouco mais fácil agora que o Facebook possui um sistema para a verificação de contas.


Manter o antivírus do seu computador sempre atualizado também é muito importante para garantir a integridade dos seus dados.

A Trend Micro informa que o vírus Zeus ou ZBOT costuma criar duas pastas com nomes aleatórios na pasta %Applications Data%. Enquanto uma delas contém uma cópia do ZBOT, a outra carrega dados criptografados. Se você possui um pouco mais de experiência, pode fazer essa verificação manualmente.


Fonte: Trend MicroThe New York Times, TechMundo

Número de brasileiros que navega pelo celular supera os que usam PC

Dados são de pesquisa da Opera Software com 5 mil usuários do browser móvel da empresa; celulares Java ainda dominam


Pela primeira vez, o número de brasileiros que usa o celular para acessar a Internet ultrapassou os que usam o PC. De acordo com pesquisa da Opera Software com 5 mil usuários, divulgada nesta quarta (6), 94% dos entrevistados navegaram por meio de telefones móveis em 2013, contra 14% via PC doméstico. Em 2012, esses índices foram de 23% e 64%, respectivamente.
O Java ainda é a plataforma mais popular no Brasil (68% dos usuários), seguido pelo Android, com 14%. No entanto, um terço (32%) disse desejar um smartphone nos próximos meses.
A grande maioria dos consultados (84%) usa a Internet todo dia. 
O comércio móvel ainda não caiu no gosto dos internautas móveis. De acordo com a pesquisa, 72% não compraram nada via telefone móvel, enquanto 19% adquiriu aplicativos e/ou jogos.
O Opera Mini, versão light do Opera, tem 223 milhões de usuários no mundo.

Tire suas dúvidas sobre a tecnologia 4G

Nas últimas semanas, as operadoras de telefonia anunciaram o início de seus serviços 4G em várias capitais brasileiras. A nova tecnologia de dados por meio de rede celular traz mais velocidade e estabilidade nas conexões, mas a novidade tem um custo relativamente alto e pode não ser a melhor opção para todos que usam banda larga no celular. Confira as principais perguntas relacionadas à tecnologia 4G:
O que é o 4G?
O 4G é a tecnologia de transmissão de dados em redes de celular mais avançada do momento. No Brasil, todas as redes 4G usam o padrão LTE (Long Term Evolution). Outro padrão considerado 4G é o WiMax, usado por algumas operadoras nos Estados Unidos e em outros países.
Qual a velocidade do 4G?
Na teoria, o padrão LTE suporta velocidades de até 100 Mbps. Mas esse é o máximo teórico da tecnologia e só é alcançado em condições muito específicas. Na prática, a velocidade real das redes 4G brasileiras deve ficar entre 5 Mbps e 12 Mbps, segundo a consultoria Teleco. Nas redes 3G e 3G+ atualmente em funcionamento no Brasil a velocidade real costuma ficar entre 1 Mbps e 3 Mbps.
Em que cidades brasileiras o 4G está?
Cumprindo o cronograma estabelecido pela Anatel, as quatro operadoras de telefonia que operam no Brasil (Oi, Claro, Vivo e TIM) estrearam seus serviços nas seis cidades-sede da Copa da Confederações: Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE).
Além disso, também contam com redes 4G de algumas operadoras as cidades de São Paulo (SP), Campos do Jordão (SP), Paraty (RJ), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS).
Quanto custa o acesso a redes 4G?
A cobrança do 4G é sempre atrelada à quantidade de dados baixados pelo usuário. Para planos de 5 GB de dados mensais, o valor médio cobrado é de R$ 100. As operadoras oferecem planos para franquias de dados de 500 MB (TIM) até 20 GB (Vivo). Quando o usuário ultrapassa o limite de dados do plano, a velocidade é reduzida para valores entre 100 Kbps e 300 Kbps, dependendo da operadora e do plano.
Quais aparelhos 4G estão atualmente no mercado?
Os aparelhos 4G atualmente à venda no mercado brasileiro são BlackBerry Z10 , Nokia Lumia 820 , Nokia Lumia 920 , Samsung Galaxy S4 , Samsung Galaxy S III , Samsung Galaxy Express , Sony Xperia ZQ , Motorola Razr HD e LG Optimus G .
O iPhone 5 também tem uma antena 4G e acessa esse tipo de rede em alguns países. O aparelho, porém, não é compatível com o padrão 4G adotado no Brasil. Por isso, o aparelho da Apple funciona apenas em redes 3G ou 3,5G (HDSPA+) no País.
Vale a pena optar pelo 4G?
Órgãos como Procon e Idec recomendam cautela ao contratar um plano 4G. Como a rede 4G ainda está em seus primeiros dias e a cobertura é escassa, a migração vale basicamente para quem realmente precisa de velocidade em sua conexão de celular e mora ou trabalha em regiões centrais das cidades com cobertura 4G.
Atividades como navegação na web e leitura de e-mails já funcionam bem em redes 3G de boa qualidade e não sofrem grande impacto com a mudança para o 4G. A mudança é mais indicada para quem quer ou precisa ver vídeos com alta qualidade ou baixar e enviar arquivos grandes.
Um aparelho 4G comprado no exterior funcionará no Brasil?
Na maioria dos casos, não. Diferentemente do que ocorre no 3G, as frequências usadas no padrão 4G variam bastante de um país para o outro. O Brasil usa a banda 7 (frequências entre 2.500 MHz e 2.700 MHz), usada atualmente apenas no Chile e por algumas operadoras canadenses. Mesmo nesses países há pequenas variações na frequência exata de cada operadora. Por isso, de modo geral, não é aconselhável contar com o 4G de um aparelho comprado no exterior.